16 de agosto de 1954. Data que ficou marcada na história do Brasil. Neste dia
nascia a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Com mais de meio século de
existência, ao longo dos anos transformou o voleibol brasileiro em uma máquina
de títulos dentro de quadra e uma referência de gestão fora delas.
O voleibol
brasileiro acumula três títulos olímpicos nas quadras. Em 1992 e 2004, com a
seleção masculina nos Jogos de Barcelona e Atenas, respectivamente, e em 2008,
com a seleção feminina. Nas areias, duas medalhas de ouro foram conquistadas.
No feminino, em Atlanta/1996, com Jacqueline/Sandra, e, no masculino, em
Atenas/2004, com Ricardo/Emanuel.
Além
desses títulos, são mais sete medalhas no voleibol de praia, cinco de prata e
duas de bronze. Na quadra, já foram conquistadas outras quatro medalhas –
duas de prata e duas de bronze. Mas até alcançar este patamar, muitos jogos se
passaram. E quem deu o saque inicial rumo ao sucesso foi o ex-jogador Denis
Rupet Hathaway, o primeiro presidente da CBV, no período de 14/03/55 a
15/02/57. Inicialmente, o voleibol era ligado à Confederação Brasileira de
Desportos (CBD). Hathaway, convicto de todo potencial da modalidade, elaborou
todo trabalho e articulou com os presidentes das federações estaduais. Resultado:
fundou aquela que há cinco anos receberia em 1999, da Federação Internacional
de Voleibol o título de a "Mais bem-sucedida Federação do mundo",
pelo triênio 97/98/99.
Antes desse
prêmio, no entanto, cinco presidentes levantaram todas as bolas à frente do
cargo: Abrahão Antônio Jaber (15/02/57 a 13/02/59), Paulo Monteiro Mendes
(13/02/59 a 09/02/61), Roberto Moreira Calçada (09/02/61 a 18/01/75), Carlos
Arthur Nuzman (18/01/75 a 07/01/97) e Walter Pitombo Laranjeiras (presidente em
exercício, desde que Nuzman assumiu a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro
(COB), em julho de 95.
Mas foi na metade da década de 70 que o então presidente Carlos Arthur Nuzman
uniu organização e marketing esportivo na CBV. Uma dobradinha que deu certo. O
vôlei se popularizou e Nuzman manteve-se no cargo até assumir a presidência do
COB.








